quarta-feira, 8 de julho de 2009

A luz





Pois aqui temos vivido assim. As lamparinas do nosso juízo estão todas à luz de velas. Tik. O vinho tem nos acompanhado em noites escuras derivadas do apagón. Não temos idéia do que tem acontecido tecnicamente mas, a verdade, é que sabemos que isso deve ser resultado de alguma privatização neoliberal. A Companhia Energética de Brasília, a CEB, insiste em nos deixar sem energia elétrica à noite. São longas faltas de luz de uma, duas, ou até três horas. Tem acontecido, pelo menos, uma vez por semana. Claro que nesses momentos refletimos sobre nossa subserviência à eletricidade e que nos dá uma agonia tremenda conceder o poder de “viver” a um CNPJ, a uma tal “Pessoa Jurídica”.
Difícil, é explicar pra Lararirarará que, romper com aquela escuridão é um poder que seus pais não têm. Pior ainda, é explicar que alguém tem! Que tem uma tal pessoa Jurídica, que é mais poderosa que seus pais e que decide quando ela poderá ou não enxergar as curvas de sua casa e de tuas coisas e de teus pais e de tua avó. Como explicar para a Lararirarará que a abertura da novela “Caminho das Índias”, que ela tanto adora, não passará por que existe uma tal pessoa jurídica que detém o poder sobre aquela apresentação? Aliás, como explicar que os micropoderes Foucaultianos de seus pais são limitadíssimos, perante os superpoderes das tais Pessoas que, se determinou, jurídicas?






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