segunda-feira, 21 de maio de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Desculpe e obrigado.




Meu nome é Renato Bock, tenho 36 e dois filhos pequenos. Aqui quero fazer duas coisas. A primeira é um pedido de desculpa e a segunda é um agradecimento.

Quero pedir desculpas a todos que ofendi ou oprimi quando estive em posição de faze-lo.  Hoje, muito mais velho, mais experiente, e mais pai, quero que se torne público esse pedido. 

Se alguma vez pressionei, comprimi ou mesmo palavreei sobre pais de crianças pequenas em respeito à sua baixa produtividade ou mesmo à sua assiduidade no trabalho, me desculpe. 

Se, de forma insensível, pedi que se estendesse uma reunião a horários além do plausível, se solicitei adiamento de almoços ou mesmo se reclamei de uma falta, me desculpe. 

Se marquei eventos de trabalho ou convidei para viagens profissionais distantes dos horários estipulados pelos contratos de trabalho regentes, me desculpe.

Se exigi desempenho intelecto-profissional em horas inconvenientes, me desculpe. 

Se fui desumano, insensível, e fiquei cego pela agonia do mundo do trabalho, me desculpe.

Se não pude perceber que a prioridade na vida de pais de crianças novas simplesmente era diferente do meu afã profissional, me desculpe.

Hoje em dia, sou eu quem conta com a compreensão do ambiente profissional para dar conta das demandas relativas aos meus dois pequenos. São médicos de meio de tarde, são horários escolares nem sempre compatíveis, mas são, principalmente, falta de sono que garantem uma situação absolutamente desigual e desumana no ambiente profissional.

Pais de crianças pequenas que não dormem são acometidos de esquecimentos, de déficit de atenção, de desânimo, e dificuldades cognitivas. O plano das ideias também é afetado e esses sujeitos limitam-se ao básico. 

Assim, proponho aqui que estes profissionais sejam tratados com mais carinho, com mais atenção e paciência. Ficar sem dormir por semanas ou meses (até anos) pode reduzir sensivelmente a produção do(a) cabra. 

Atrasos são totalmente compreensíveis e faltas constantes totalmente factíveis. Além disso, não ter participado de uma reunião importantíssima também faz parte do pacote. Por final, informo ao mundo capitalista que, conforme suas regras de reprodução, todas estas ausências, seja ela física ou intelectual, tem a finalidade de formar mais uma geração de mão de obra o mais bem criada possível para que o Sr. mesmo possa sobreviver.

Por fim, gostaria de agradecer à minha atividade física de hoje que me ajudou a produzir serotonina suficiente para não ficar limitado a tentar lembrar das minhas atividades administrativas do dia e ter conseguido, minimamente, escrever este texto de forma coerente. (aí um pré julgamento do meu cérebro avariado, que requer comentários para ser ratificado).

Desculpe, e obrigado.





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quarta-feira, 2 de maio de 2012

AoS 120 aNoS

Hoje começam as comemorações dos 120 anos dos avós Bahia Bock. Serão quase dois meses de festejos. E os netos Lararirarará e PinduriCaio já renderam suas homenagens.
Vejam em:



http://www.youtube.com/watch?edit=vd&v=njDqTXgVNYg







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segunda-feira, 23 de abril de 2012

A Cidade que decolou

A cidade onde ora habitam os intrépidos do ReJunte Lá e Cá aniversaria. São 50 anos, pra gente, em 5. 5 anos que estamos aqui, no cerrado de onde naturais nossos filhos são, em um projeto que perfaz 50 anos de história. 

Uma cidade rara  em planejamento, larga em avenidas, raza em acolhimento, e profunda em transformações. Funda em construções, abstrata nas relações e rala nas vegetações.
Concreto do Niemeyer, urbanismo do L. Costa e murais do Bulcão, nos moldam a todo instante, sem nos fazer esquecer do intuito político de seu planejamento. O isolamento e a aversão aos movimentos moldam o concreto, perambulam sobre o urbanismo mas não atingem os murais.
Aqui, nasceram Lararirarará e Pinduricaio em meio a problemas na estrutura de saúde tanto pública como privada. Uma cidade de muitos nomes e poucos grupos. Um lugar onde o que não está loteado pelo poder político, é dividido parcamente pelas mãos de poucos. Um lugar preparado para garantir o bom desenvolvimento do capitalismo, ainda que ele não faça sucesso por aqui. Concorrência e bons serviços não mobilizam a situação. E nem a oposição.
Aqui 3 famílias são donas dos 80 e poucos postos de gasolina. 3 famílias são donas das tantas e mal ajambradas empresas de transporte público. Aqui não tem pizza boa. Se tudo por aqui acaba em pizza, então ainda deve-se incluir no custo da CPI as passagens para Sampa.
Aqui você muda a chave, se quiser. É possível passar dias interioranos e noites megalópolianas. Diferente de Sampa, onde a megalópole nos oprime, aqui, ainda há buracos para escapar dela com certa facilidade. Vai-se para um mato ou para uma Cachú (uma contração carinhosa de cachoeira) com 20 minutos de estrada.
Tá, às vezes a natureza também te oprime. As cigarras que anunciam a chuva depois de uma seca são confortantes por um dia. São sonoras por uma semana, mas são enlouquecedoras por um mês!
Lá no fim tem um céu esfuziante que circunda o avião e que, no aniversário, também acolheu balões. Nesse dia ficou ainda mais colorindo o horizonte, observando esta senhora de traços pueris e comportamento pouco revolucionário.




terça-feira, 17 de abril de 2012

Recentemente


Aqui vai uma foto oficial da família. Nunca antes na história desse blog nosso serviço de paparazzis conseguiu fornecer material tão completo e sorridente.

Bjs


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sábado, 31 de março de 2012

Aos Queridos Lá e Cá


Pois é meus filhos. Papai e mamãe também já foram miúdos. Aqui há provas contundentes do fato. Já estivemos nos arrastando pelo chão e fazendo obras de arte como as que vocês, ora realizam. Conforme registro fotográfico (em película, que depois explicamos o que era) as masterpieces podiam ser feitas em qualquer hora e lugar. Nessa época também já se podia falar tranquilamente ao telefone enquanto fazia-se força. Tá certo que o telefone tinha um certo fio em forma de fusilli. (também explicamos como funcionava depois tá?). Notem que o aparato é aquele mesmo usado para salvar herois em um filme que vocês tanto gostam. (a saber: Vide Toy story).
Além disso, pode-se averiguar que os traços contidos nas fuças dos fotografados lembram, ligeiramente, os traços uploaded para as caras de vocês.
Ao fim desta viagem secular, podem nos procurar para mais informações. Estaremos a toda hora, e para sempre a fim de mostrar-lhes esta construção sócio histórica que culminou em sua existência.
Entre esses registros e o nascimento de vocês há alguns fatos importantes e um mundo em transformação de, ao menos, 25 anos. 

Um beijão,

Re e Ju - nte - Papai e mamãe.



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sábado, 24 de março de 2012

Trecho do ReJunte Lá e Cá para a Candangolândia















Aqui vão os versinhos que levamos para a aula de muzga da Lara. Lá, eles foram musicados pela professora Célia e pelo apoio vocal da Vó Miriam.



De pais paulistanos Lara nasceu no cerrado
E é por aqui que tem andado
Gosta  do clima e de seu Estado
Lara é daqui e não tem errado

Seu irmão também se fez candango
É o Caio que veio mandando
Um menino gorducho
Que tá babando

Curtem os parques e as cachoeiras
Gostam da natureza e de algumas besteiras
São crianças alegres e  muito matreiras

São filhos de Renato e Julia
Paulistanos de jeito,passo e alcunha

Gente que veio pra cá conhecer pequi
Comer codorna e caqui
Pessoal atlântico pra permanecer por aqui
Gente que ama o cerrado
E que já tem aqui o seu estado



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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Carnavália!














Nesta edição carnavalesca o ReJunte Lá e Cá na Candangolândia recebeu amigos de samba, quer dizer, de sampa. Então a turma do Funil uniu-se a outros foliões e arrepiou pelas ruas, clubes, caminhadas, cachoeiras e Matusquela's house. Fomos ao Bloco Tesourinha, Fomos ao clube do congresso, fomos à Cachoeira do Itiquira (2ª maior queda do Brasiu-iu-iu!) fomos à morada-clube dos Matusquelas e nos divertimos à vera. Regado a muito suco de caixinha, veja como se desenrolaram os eventos em:

Fotos




Beijos

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Férias ReJuntianas 2011/12



E teve férias pra todo lado. Foi praia, foi chácara, foi papai noel, foi de um tudo. A Família penhorada circulou pelo estado paulista para refrescar as ideias e começar 2012 com energias reloaded. A molecada fez estrepolias à vera com os primos e amigos em diferentes paisagens cheias de cor e diversão.
Sem muito mais, vamos às imagens que valem por todas as palavras.





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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

lat. Speciális

Por Renato Bock

Cá venho para manifestar minha insatisfação com a qualidade Especial. Segundo o Huaiss, a especialidade se dá quando estamos fora do comum. Ora, aos meus olhos comuns, essa tal qualidade me dá gosto de quero mais. Não por sua versão positiva e culinária. “Ah, esse quitute está especial! Quero mais!”. Mas sim pela falta de qualidade científica e pouco qualificante de um adjetivo. Nem ao menos gênero ele assume!


O especial me diz muito pouco e por isso me incomoda. Ele está tão próximo do dizer nada que interrompe e encerra discussões que teriam potencial de ir muito mais longe. A situação econômica global é crítica e problemática, para uns. Para outros, a situação econômica global é a oportunidade de nova configuração do sistema estabelecido. Para o grupo dos encerradores, a situação econômica global é especial, e ponto! Encerra-se tão grávida discussão.


Ser especial não é bom, não é ruim, não respeita credo e nem tem posição política. Especial não escolhe time de futebol, apesar de cada time ser especial para seus torcedores. 


Ser especial para alguém é ser uma reunião de qualidades que não se sabe bem quais são. Ser bonito, gostoso, inteligente, carinhoso, abastado, podem estar impregnados no seu especial. No entanto, o tal especial, por preguiça de raciocinar, por pouca vontade de tecer e formular, encerra tudo em uma palavrinha joker. 


Alguns momentos carregam a tarja de especial. Ontem foi especial. Esse ano então, vai ser especial. A festa é especial. Outra vez vem a vontade de manjar mais qualificações. Especial por quê? Especial de que? Em que sentido acha-se fora do comum? Do padrão? Pra que? Por quê? 


656 milhões de coisas são especiais no Google. Será que são mesmo tão especiais, ainda que se considere economicamente a raridade de um bem a fonte de sua especialidade? Estar especial no mundo do mérito é se afastar da multidão calada, é sonho para sucesso, é sucesso para sonho, é plano de carreira. 


No mundo do occupy everything grita-se contra o especial. Valoriza-se o comum, o de todo mundo, o para todo mundo, o foco na maioria e não na exceção da regra.


Na cidade da gente diferenciada, o especial se faz paradigma. O espAcial é do privado, do mérito, da exploração, do especial. A diferença está na gente, no nosso ser. Ser especial em algo, para alguém, de alguém ou em qualquer coisa é o que te faz diferente da massa e o que te faz não se deprimir. Quem não se sente nada especial encontra-se socialmente deprimido. É preciso sair-se em algo!


Por isso tudo e desde já, lanço-me em campanha: Troque seu Especial por um adjetivo órfão!


Assim encerro este texto, para mim, tão especial... Quer dizer: Importante!





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